Saudações.
Desta vez vou falar da série em quadrinhos スーパーヒロインボーイ (SUPER HEROINE BOY), desenhada por Parari. Abaixo segue um resumo e impressões.
Wataru Ooiwa é um jovem delinquente, estudante do colegial, que vive se metendo em brigas, fuma e falta às aulas. Um dia, em sua casa, sem ter o que fazer, acaba colocando a TV em um canal em que passa "Alice Girls☆Shiny Heart", um desenho animado de Meninas Mágicas lutadoras feito para crianças. E isso tem consequências bem interessantes...
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| O Encontro do Destino. |
Só que ele não admite que se emocionou com o desenho e continua a dizer que tudo não passou de uma grande besteira. Mesmo assim, o desenho não sai de sua cabeça, especialmente o sorriso da heroína Shiny Heart. E ele fica distraído com isso, até em brigas, quando derrota um outro delinquente sem se dar conta.
Então, Wataru decide ver uma reprise do capítulo da semana para provar para si mesmo que é tudo passageiro. Ele tenta se convencer de que na verdade não gosta do desenho, fazendo de tudo para não se emocionar, só que não adianta. De fato, a coisa só piora(?) e ele se afunda mais e mais.
As palavras e atos das Alice Girls tocam seu coração e sem que ele perceba, operam mudanças em seu caráter. Wataru passa a ajudar as pessoas, coisa que ele não fazia. Ora impedindo um roubo, ora pegando um balão para uma menina. Inclusive imitando alguns movimentos e frases das Alice Girls, de forma inconsciente. Mesmo assim, ele não dá o braço a torcer e diz a todos (e a si mesmo) que "não fez por querer". Que "seu corpo se moveu sozinho".
As palavras e atos das Alice Girls tocam seu coração e sem que ele perceba, operam mudanças em seu caráter. Wataru passa a ajudar as pessoas, coisa que ele não fazia. Ora impedindo um roubo, ora pegando um balão para uma menina. Inclusive imitando alguns movimentos e frases das Alice Girls, de forma inconsciente. Mesmo assim, ele não dá o braço a torcer e diz a todos (e a si mesmo) que "não fez por querer". Que "seu corpo se moveu sozinho".
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| Correndo atrás de um ladrão de lojas de conveniência. Enquanto isso, dentro de sua cabeça toca a abertura de Alice Girls☆Shiny Heart. |
E no desenho aparecem situações típicas dessas obras, que acabam tendo reflexos no cotidiano de Wataru. Um exemplo é quando uma das vilãs se regenera e se torna uma Alice Girl. Ele no começo acha estranho isso de fazer amizade com alguém que foi inimigo. Ao mesmo tempo, um delinquente que Wataru esmurrou em outra ocasião acaba se tornando seu amigo, após ter sua ajuda. E ele passa por aquilo que todo fã masculino dessas séries provavelmente passou: o de não ir com a cara de um personagem bonitão que apoia as heroínas e (aos olhos dele) se engraça com a personagem principal.
Outras situações cômicas são quando Wataru tem que esconder de todos que está acompanhando o desenho, para manter sua fama de mau, mas acaba dando várias derrapadas. Em uma dessas, Wataru é descoberto por seu professor, Uchino, que também se revela fã ardoroso do desenho e otaku inveterado que passa a guiá-lo no mundo maravilhoso das Alice Girls, dando dicas de como conseguir produtos e driblar as pessoas para esconder seus gostos.
Wataru também vai encontrar as pessoas mais curiosas no meio da história e vários tipos de otaku, como Yukari, colega de classe que gosta de obras para meninos, atraída pelos personagens e que tem a mania de bater em um saco de areia quando se excita. Ou Kosaka, otaku enrustido, típico "machão de teclado", que vê os outros como seres inferiores por gostar de desenhos mais "adultos" e "sombrios", e despreza os infantis (como Alice Girls).
Wataru é o típico personagem que "desdenha mas quer comprar". Uma frase que o resume poderia ser "Besteira! Detesto esse tipo de coisa! E quando é o próximo capítulo?". Ele é bruto, mal encarado, valentão, mas no fundo é uma boa pessoa. Só tem alguns complexos devido ao seu tamanho e problemas em se expressar, o que rende muitos mal-entendidos. E ele não consegue ser fiel a seus sentimentos para não quebrar sua imagem de "macho", "durão". De fato, ele lembra muito alguns vilões de Precure e até dá para ver a história como a regeneração de um deles.
Wataru ainda passa por uma grande provação para ver o especial de cinema das Alice Girls, bem no horário destinado às crianças. Primeiro é driblar a atenção de todos, que o olham com desconfiança devido ao seu tamanho e aspecto rudes que não combinam com o local. Nisso o professor dá uma ajuda providencial. E lá dentro, algo ainda maior o espera...
Precure Alice Girls
Os conceitos das Alice Girls são estranhamente detalhados, sendo que cada uma delas tem nomes, golpes especiais e até a aparência de quando não estão transformadas. E em um episódio figura a dubladora da protagonista Kokoro/Shiny Heart. Os designs das heroínas são bem feitos e logo dá para ver como é cada uma, até pelas poses em sua primeira aparição na série.
Alice Girls, a "ficção dentro da ficção", é apresentada como uma enorme franquia que começou há sete anos, altamente popular entre o público infantil, com especiais de cinema, algumas vezes reunindo todas as heroínas das séries anteriores, circos-show e lojas temáticas, além de uma enorme gama de produtos relacionados.
As aparições das heroínas ficcionais são de relance, mas quem é fã desse tipo de desenho já consegue ter uma ideia de como é "Alice Girls☆Shiny Heart" e reconhecer algumas situações, que dão os temas de cada episódio.
Super Heroine Boy lembraria um pouco Tokusatsu GAGAGA, de Niwa Tanba, mas existem algumas diferenças. Por exemplo, ao contrário de Kano Nakamura, que é bem resolvida com seus gostos, que tem desde a infância, Wataru começou recentemente no "ramo" e (ainda) não admite que o desenho o fascina, tendo muito o que "aprender". Em Tokusatsu GAGAGA existe um personagem semelhante, o "Sr. Yakuza", só que diferente dele, Wataru é um brutamontes de verdade, que comete transgressões e apela para a violência quando não vai com a cara de alguém. E continua enrustido, mesmo conversando com gente que também é fã do desenho, como o Prof. Uchino. Mas se existe algo em comum entre essas duas séries é a grande mensagem de se "gostar do que se gosta", não importa a demografia original.
Falando ao Coração
A série teve sua estréia na internet, na plataforma de quadrinhos Comic Ruelle e teve repercussão não só entre os fãs de desenhos de Meninas Mágicas, que se viam em Wataru. Ela também chamou a atenção de gente das equipes de produção como o produtor Atsutoshi Umezawa, que comentou em sua conta do Twitter, imitando os trejeitos do protagonista.
E também chamou a atenção de dubladoras, que escreveram colunas em um quadro especial chamado "Voice of Heroine", falando da série. Uma delas foi Hitomi Nabatame, que foi a Mana Aida/Cure Heart em Doki Doki! Precure. Nabatame comenta em sua coluna que ver Wataru se aprofundando cada vez mais no desenho, mesmo dizendo que não curte, a faz ficar contente como dubladora e acha engraçado como mulher.
E outra foi Sakura Tange, a Sakura Kinomoto de Card Captor Sakura, que comenta ter se visto um pouco em Wataru, seguindo o mesmo caminho que ele trilhou ao comprar produtos relacionados a desenhos para crianças.
A série foi publicada de forma impressa, rendendo três volumes reunindo as histórias até o episódio 21, fechando um arco narrativo. Na encadernação foram incluídas mini-histórias com as Alice Girls, no melhor estilo de revistas infantis. Com isso dá para se ter uma ideia de como elas são dentro da ficção. Os conceitos são bem feitos, e dá para ver que Parari tem bastante "conhecimento de causa".
E no final de cada história também tem uma página dedicada aos personagens de cenário, com conceitos estranhamente detalhados.
Infelizmente, a série foi interrompida no episódio 24, publicado em julho de 2018 depois de duas histórias soltas (que na verdade são mais avisos), e desde então não continuou. No mês seguinte, Parari anunciou sua interrupção pelo Twitter sem dar detalhes e que iria mudar para outra editora. Mas ainda assim agradeceu à Ruelle por ter dado oportunidade a vários autores. Desde então passou a se dedicar a outros projetos que publica em suas contas no Twitter e no Pixiv. Lá também existem várias fan-arts de Precure e de Puella Magi Madoka Magica, o que atesta seus conhecimentos.
Não se sabe dizer se houve algum tipo de percalço no meio do caminho. E existem algumas inconsistências. Por exemplo, nos nomes dos personagens, incluindo o principal. No primeiro volume, seu nome completo seria Wataru Ooishi, mas a partir do segundo, o sobrenome foi mudado para "Ooiwa". O professor Kazuhisa Uchiumi, se tornou "Uchino", embora ainda assim os alunos o chamem de "Ucchy" e Wataru se refira a ele como "bosta de quatro-olhos". Já um amigo, Tatsuya Nanjo se tornou "Nakajo". Até há uma nota avisando da mudança no começo do Volume 2, mas sem dar detalhes.
É difícil dizer se essa série seria publicada no Brasil devido à demografia limitada de um público-alvo que seria capaz de entender as situações mostradas e achar graça. E ainda, existe uma parte que é extremamente difícil de se traduzir sem prejudicar a narrativa, devido às particularidades da língua japonesa e da portuguesa. Esse trecho é muito importante, com uma das mensagens da série e pensando bem, pode desagradar uma parcela do público deste lado do mundo. Especialmente na conjuntura atual.
Os três primeiros capítulos e o último estão disponíveis na Comic Ruelle. Estão em japonês mas vale a pena dar uma olhadela.
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| O professor Uchino. Normalmente é um cara legal que leva o trabalho a sério. Mas quando o assunto é Alice Girls... |
Os Brutos também amam
Super Heroine Boy é uma obra com uma premissa que provavelmente muita gente já imaginou e obtém resultados muito engraçados. Fãs adultos de desenhos de Meninas Mágicas vão dar muitas risadas de Wataru, especialmente os do sexo masculino, ao se reconhecerem em várias situações que ele enfrenta. E mais risada ainda de quanto ele faz de tudo para não admitir que gosta do desenho, mas acaba saindo para comprar produtos como figuras, cards e CDs das personagens.![]() |
| Depois ele arruma tudo de novo, preocupado. Agora não tem mais volta. |
Wataru é o típico personagem que "desdenha mas quer comprar". Uma frase que o resume poderia ser "Besteira! Detesto esse tipo de coisa! E quando é o próximo capítulo?". Ele é bruto, mal encarado, valentão, mas no fundo é uma boa pessoa. Só tem alguns complexos devido ao seu tamanho e problemas em se expressar, o que rende muitos mal-entendidos. E ele não consegue ser fiel a seus sentimentos para não quebrar sua imagem de "macho", "durão". De fato, ele lembra muito alguns vilões de Precure e até dá para ver a história como a regeneração de um deles.
Wataru ainda passa por uma grande provação para ver o especial de cinema das Alice Girls, bem no horário destinado às crianças. Primeiro é driblar a atenção de todos, que o olham com desconfiança devido ao seu tamanho e aspecto rudes que não combinam com o local. Nisso o professor dá uma ajuda providencial. E lá dentro, algo ainda maior o espera...
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| As crianças usando as Dizem que quem vê isso tem as Trevas de seu coração apagadas e derrama lágrimas diante de tanta Pureza. |
Os conceitos das Alice Girls são estranhamente detalhados, sendo que cada uma delas tem nomes, golpes especiais e até a aparência de quando não estão transformadas. E em um episódio figura a dubladora da protagonista Kokoro/Shiny Heart. Os designs das heroínas são bem feitos e logo dá para ver como é cada uma, até pelas poses em sua primeira aparição na série.
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| Alice Shiny Heart/Kokoro (rosa): corajosa e ativa Alice Star Tail/Seina (azul): inteligente e tranquila Alice Cat's Eye/Nene (amarela): alegre, mas temperamental |
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| Nas suas formas normais. É mostrado um pouco mais de suas personalidades nesses dois quadrinhos. |
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| Especial de cinema reunindo as |
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| Coleção do Prof. Uchino. Tem até umas S._. F_gua_ts! Ou são f_gma? |
As aparições das heroínas ficcionais são de relance, mas quem é fã desse tipo de desenho já consegue ter uma ideia de como é "Alice Girls☆Shiny Heart" e reconhecer algumas situações, que dão os temas de cada episódio.
Super Heroine Boy lembraria um pouco Tokusatsu GAGAGA, de Niwa Tanba, mas existem algumas diferenças. Por exemplo, ao contrário de Kano Nakamura, que é bem resolvida com seus gostos, que tem desde a infância, Wataru começou recentemente no "ramo" e (ainda) não admite que o desenho o fascina, tendo muito o que "aprender". Em Tokusatsu GAGAGA existe um personagem semelhante, o "Sr. Yakuza", só que diferente dele, Wataru é um brutamontes de verdade, que comete transgressões e apela para a violência quando não vai com a cara de alguém. E continua enrustido, mesmo conversando com gente que também é fã do desenho, como o Prof. Uchino. Mas se existe algo em comum entre essas duas séries é a grande mensagem de se "gostar do que se gosta", não importa a demografia original.
Falando ao Coração
A série teve sua estréia na internet, na plataforma de quadrinhos Comic Ruelle e teve repercussão não só entre os fãs de desenhos de Meninas Mágicas, que se viam em Wataru. Ela também chamou a atenção de gente das equipes de produção como o produtor Atsutoshi Umezawa, que comentou em sua conta do Twitter, imitando os trejeitos do protagonista.
E também chamou a atenção de dubladoras, que escreveram colunas em um quadro especial chamado "Voice of Heroine", falando da série. Uma delas foi Hitomi Nabatame, que foi a Mana Aida/Cure Heart em Doki Doki! Precure. Nabatame comenta em sua coluna que ver Wataru se aprofundando cada vez mais no desenho, mesmo dizendo que não curte, a faz ficar contente como dubladora e acha engraçado como mulher.
E outra foi Sakura Tange, a Sakura Kinomoto de Card Captor Sakura, que comenta ter se visto um pouco em Wataru, seguindo o mesmo caminho que ele trilhou ao comprar produtos relacionados a desenhos para crianças.
A série foi publicada de forma impressa, rendendo três volumes reunindo as histórias até o episódio 21, fechando um arco narrativo. Na encadernação foram incluídas mini-histórias com as Alice Girls, no melhor estilo de revistas infantis. Com isso dá para se ter uma ideia de como elas são dentro da ficção. Os conceitos são bem feitos, e dá para ver que Parari tem bastante "conhecimento de causa".
E no final de cada história também tem uma página dedicada aos personagens de cenário, com conceitos estranhamente detalhados.
Infelizmente, a série foi interrompida no episódio 24, publicado em julho de 2018 depois de duas histórias soltas (que na verdade são mais avisos), e desde então não continuou. No mês seguinte, Parari anunciou sua interrupção pelo Twitter sem dar detalhes e que iria mudar para outra editora. Mas ainda assim agradeceu à Ruelle por ter dado oportunidade a vários autores. Desde então passou a se dedicar a outros projetos que publica em suas contas no Twitter e no Pixiv. Lá também existem várias fan-arts de Precure e de Puella Magi Madoka Magica, o que atesta seus conhecimentos.
Não se sabe dizer se houve algum tipo de percalço no meio do caminho. E existem algumas inconsistências. Por exemplo, nos nomes dos personagens, incluindo o principal. No primeiro volume, seu nome completo seria Wataru Ooishi, mas a partir do segundo, o sobrenome foi mudado para "Ooiwa". O professor Kazuhisa Uchiumi, se tornou "Uchino", embora ainda assim os alunos o chamem de "Ucchy" e Wataru se refira a ele como "bosta de quatro-olhos". Já um amigo, Tatsuya Nanjo se tornou "Nakajo". Até há uma nota avisando da mudança no começo do Volume 2, mas sem dar detalhes.
É difícil dizer se essa série seria publicada no Brasil devido à demografia limitada de um público-alvo que seria capaz de entender as situações mostradas e achar graça. E ainda, existe uma parte que é extremamente difícil de se traduzir sem prejudicar a narrativa, devido às particularidades da língua japonesa e da portuguesa. Esse trecho é muito importante, com uma das mensagens da série e pensando bem, pode desagradar uma parcela do público deste lado do mundo. Especialmente na conjuntura atual.
Os três primeiros capítulos e o último estão disponíveis na Comic Ruelle. Estão em japonês mas vale a pena dar uma olhadela.















Fala, Usys!
ResponderExcluirA premissa parece divertida, mesmo com as conotações sérias que implica. Realmente, parece ter algo em comum com Tokusatsu GAGAGA, sobre essa parte de ter "vergonha" de um entretenimento.
Crianças realmente nascem sem preconceitos. Eu peguei o curto período em que a TV Record exibiu Candy Candy. Eu tinha 11 anos na época e comecei assistindo só pra passar o tempo, gostava muito mais de Sawamu, que passava na sequência. Mas a história foi me absorvendo, eu adorava as músicas da Mitsuko Horie e, quando se encerrou o único arco que passou no Brasil (que termina com a morte do amado de Candy) fiquei absolutamente chocado. A morte do personagem que era importante na trama foi daqueles momentos em que prendi a respiração e o coração parecia que ia saltar pra fora. Eu desenhava muito na época e, durante um tempo, eu desenhava Candy Candy quase tanto quanto fazia Sawamu e os Ultras. Tinha uma colega de classe que também acompanhava e conversávamos sobre o desenho. Em momento algum passava na minha cabeça que era desenho "de menina", pois a história era muito legal.
Mais um título que eu nem ia saber da existência se não fosse este blog.
Abraço!
Obrigado, Nagado!
ExcluirO grande problema do protagonista é que ele é um daqueles delinquentes, que tem de ser durões e não podem mostrar qualquer tipo de fraqueza para não serem subestimados. Esse conflito é o que dá graça à história. E rende muitas risadas.
Eu mesmo passei por maus bocados por gostar de Candy Candy. Do meu lado, muita gente sabia que era "para menina". Mas me fascinava. Tanto quanto Fantomas ou Shadow Boy.
Quando garoto meu coração se dividia entre Sailor Moon e Lucy(Rayearth).Hoje não teria coragem de assumir em público que assisto Glitter Force,Little Witch Academia e -vez ou outra-Miraculous Ladybug.Mas também não vejo necessidade de parar de ver esse tipo desenho ou me obrigar a gostar de animes cheios de gore e cinismo como muita gente por aí.
ResponderExcluirObrigado, anderson!
ExcluirO mais importante é a gente ser honesto consigo mesmo e gostar do que gosta. Esse é um dos temas dessa história. Tem gente que se sente superior por determinados gostos ou por saber mais, mas isso é besteira. Daí a figura do Kosaka, que aprende sua lição.
Olá, Usys! Como vai?
ResponderExcluirSua postagem me fez ficar interessada pela obra! Estou maravilhada! Infelizmente não há versão traduzida, e tenho conhecimento quase nulo em Japonês... (mechokku!) ao menos pude conhecê-lo pelo blog. Penso que nós fãs, quando encontramos a obra que "brilha os olhos" também estamos falando de nós mesmos, aspectos nossos que projetamos na obra e damos sentidos à elas, cada um da sua maneira. Existem centenas de séries, algumas criamos mais afetos que outras, mas sempre existe algo que nos conecta com o trabalho artístico. Nunca fiz uma aula prática sequer, aprendi tudo assistindo animes e observando cenas,traços; os animes estão na minha vida há tanto tempo. Rs
O Wataru nos mostra o quão difícil é ser fã na vida real, e como nos vemos "encurralados" quando tentamos esconder essa paixão pelos animes das outras pessoas! Puramente, a obra retrata a ficção dentro da ficção! Inegavelmente existe a referência das Pretty Cure embutida em "Super Heroine Boy", algo que dá outro tom ao enredo.
Agradeço à apresentação da obra! Pena que não houve continuação, mas vamos torcer para que no futuro a autora libere novas informações!!
Abraços!
Obrigado, Melissa!
ExcluirO problema maior do Wataru é ser um brutamontes que não quer ser subestimado. Que querem se impor, mas não podem mostrar nenhum tipo de fragilidade. De fato, eu acabo colocando a voz do Wolflun nele. E o amigo dele, o Nakajo, se parece muito como o Close.
Essa história teve bastante repercussão entre os fãs de Precure, que se viram nos personagens e morreram de dar risada das situações de irem às Pretty Stores ou aos shows e cinemas. Era bem por aí mesmo, já que fãs adultos não são muito bem vistos nesses lugares. Teve até casos em que chamaram a polícia por suspeitarem que esses fãs eram raptores de crianças. A coisa é bem delicada no Japão.
Espero que um dia a série seja retomada. Parari tem várias obras com alto teor artístico, autoral. Uma pena que só tem em japonês. É uma pessoa de potencial.
Que sarro esse Wataru! O cara caiu em uma situação que ele nunca esperava, mesmo hehehe! Ele me lembrou muito o Kanji Tatsumi de Persona 4, um delinquente durão que baixa a porrada geral mas que tem um gosto peculiar por coisas fofas, e um inesperado talento para fazer "artesanato kawaii". O Wataru e o Kanji têm diversas similaridades, mas o caso do Kanji acaba sendo um pouco mais complicado pois ele chega ao ponto de pensar que é gay, e aí que ele fica mais furioso ainda hehehehe!
ResponderExcluirPior que eu conheço uma galerinha que gosta de coisas como Wataru, tipo Sailor Moon e outros voltados para o público feminino ou infantil, e vários desses também tem vergonha de revelar seus gostos.
Eu entendo o Wataru, para um cara como ele deve ser um pouco complicado revelar algo que destoa tanto de sua imagem de durão, mas por outro lado acho que ninguém iria mexer com ele por causa disso, justamente por seu lado durão. Eu sou do time que não tem vergonha, até porque uso camisetas de nerdotakices o tempo todo, então o gosto fica bem escancarado hahahaha! Acho que quando era moleque eu até tinha uma que outra vergonha de desenhos, mas isso acabou na era dos tazos, quando o meu "tazo da sorte" era justamente o da Lilica de Tiny Toons, a coelhinha rosa hehehe. Geral ria, mas ninguém derrotava o tazo da Lilica XD
Pô, eu jurava que o professor ia apoiar o Wataru e dizer para ele gostar das coisas sem medo, mas acabou que ele incentiva o cara a esconder seus gostos hahahahaha!
Taí uma obra que eu acho que daria uma bela série animada, pois não me lembro de um anime que seja focado nesse assunto. Já tiveram alguns personagens assim, como o próprio Kanji que mencionei, que está presente na versão animada de Persona 4, mas uma série totalmente focada no assunto acho que nunca teve, talvez Genshiken seja o mais próximo disso, mas mesmo assim tem uma pegada diferente. E trazer o mangá para o Brasil também seria uma boa, já trouxeram coisas tão inusitadas como Ageha e Jigokuren, então acho que Super Heroine Boy seria bem-vindo, e com um pouco de divulgação poderia ter um bom público.
Obrigado, Ronin!
ExcluirO grande problema do Wataru é que ele não se assume. E justo isso que é engraçado. Pior que o amigo delinquente dele até fala, sem saber de nada, coisas como "É. Adulto não costuma ver essas coisas". Mas sem maldade o que às vezes dói no Wataru... e no professor.
Derrotar os outros com a Lilica... Bom, é a Lilica e ela não era lá muito delicadinha ou alguma coisa assim. Ela também descia marretadas e bigornadas quando achava que era a hora (ou quando era mais divertido). Mas existe mesmo essa de tazo da sorte. Via isso com figurinhas, em que o cara apostava essa e justo com ela nunca perdia. Nessa dá para ver que Girl power já existia há muito tempo.
O chato é que a situação de nerdotaku no Japão parece que continua a mesma de muitos anos atrás. São malvistos e justo um professor dizer que é fã desse tipo de anime pode fazer os outros pensarem que ele é pegador de criancinhas ou coisa parecida. E ele até passou por uma situação dessas no mangá, tendo que se explicar para um policial o que ele estava fazendo em um parque com brinquedos de Prec... Alice Girls. E ele só estava procurando uma criança perdida. O professor é gente boa, até como fã. Que diz que fã de verdade não é aquele que compra tudo ou que tem mais produtos. O mais importante é gostar da série.
De fato, esse mangá até pode se tornar um sucesso inesperado no Brasil, já que não dá para prever o que cai no gosto do povo. E adoraria uma versão anime, com dubladores de Precure ou outras Meninas Mágicas para dar referências. Hitomi Nabatame e Sakura Tange seriam obrigatórias. Espero que Parari retome a série um dia, pois tem muitas outras situações que ainda não foram exploradas. Como por exemplo o fim da série e o começo de outra. Como lidar com essa transição. Essa daria um bom assunto.