domingo, 14 de maio de 2017

Transformers Legends Mindwipe

Saudações.

Desta vez vou falar da versão Transformers Legends do Mindwipe, de Transformers The Headmasters, feita pela Takara Tomy.


1. Informações
6. Ação


1. Informações


Mindwipe é um dos Headmaster Decepticons. Ele é um místico, que tenta constantemente fazer contato com as essências eletromagnéticas de Decepticons mortos há muito tempo e ironicamente passa pouco tempo falando com os vivos. Para isso, ele constrói antenas especiais ou usa sessões de auto-hipnose, mas nunca obteve êxito. O máximo que ele conseguiu até agora foi captar antigos programas de televisão, que chegam até a entretê-lo, sendo que o seu favorito é My Mother the Car, clássico americano que conta a história de um advogado que consegue um carro antigo que é a reencarnação de sua mãe falecida (faria mais sentido se ele fosse um Autobot). Tanto que é dito que uma de suas fraquezas é que ele fica totalmente vulnerável quando assiste um desses seriados, dependendo do quanto está gostando.

Na versão japonesa, Mindwipe é simplesmente chamado de "Wipe", e é um dos Crazytrons, o time de Headmaster Decepticons composto por Weirdwolf e Skullcruncher. Sua única característica marcante é a habilidade de hipnotizar seus oponentes e fazê-los dormirem ao disparar uma onda de suas mãos recitando o encanto "Koumori Amamori Oritatande Wipe". Mas aparentemente ele não tem controle total sobre essa onda, que afeta até seus aliados, o que às vezes é bem desastroso.

Em Transformes The Headmasters, Mindwipe foi interpretado por Naoki Tatsuta, veterano que foi Oolong nas séries Dragon Ball, Jamian de Corvo em Saint Seiya e recentemente foi Ra Boo em Maho Girls Precure! e Bimbokusai Yagyu em Gintama, personagem que fez o maior ato de coragem da obra (ou pura idiotice).


Mindwipe é um personagem com uma função bastante única: hipnotizador. Ele tem a habilidade de hipnotizar e controlar outros Transformers, embora tenha seus limites. Existem outros personagens com esse poder, como Trypticon, a cidade Decepticon, que lança raios hipnóticos dos olhos ou o Insecticon Bombshell, que usa cápsulas que entram no cérebro de outros robôs. Mas Mindwipe é o único com a função específica de hipnotizador.

Igualmente peculiar é a sua outra forma, um morcego. Esse foi um aspecto que chamou bastante a minha atenção na época pois ela era bem rara. Mas anos mais tarde surgiriam outros que se transformariam nesse animal, como uma versão do Optimus Primal na linha Beast Wars (só no brinquedo). Na versão japonesa, estranhamente o próprio Mindwipe tem medo de morcegos...

A embalagem japonesa é bem menos complicada que a americana, sem o uso de elásticos ou arames. Apenas duas bandejas de plástico. Mas ela não impede que ocorra um problema que relato abaixo.

O conteúdo da caixa. Até que vem bastante coisa para um Transformer, incluindo dois tipos de armas, o Headmaster, o drone e um folheto de instruções com uma história em quadrinhos com o personagem.


2. Modo Animal


Mindwipe vem embalado em seu modo animal. O modelo original era bem mais quadrilátero, mas as técnicas evoluíram e agora a modelagem está bem melhor, parecendo uma criatura tecno-orgânica.

Close da cabeça. Ficou bem medonha, aterradora, até com narinas protuberantes. Por alguma razão ela é toda feita de material maleável, que é usado extensivamente no modelo.

A boca pode ser fechada, mas o pescoço não se move, o que é bem inconveniente para mostrar o modelo como se estivesse voando.

Detalhe das asas, cheias de relevos e seccionada em painéis com articulações. A secção da ponta é feita de material maleável.

Existem moldes que representam garras, até com um polegar, mas que não se movem.

Existem esses estranhos círculos moldados, que suponho serem dispositivos antigravitacionais.

Existem texturas que lembram couro. E no meio estão disfarçadas as marcas de copyright e de controle de qualidade.

As asas possuem dobradiças em cada secção e com isso elas podem ser dobradas.

No peito existe uma portinhola com material transparente que se abre para revelar a cabine onde fica o Headmaster.

Na parte de trás existem essas asas menores, feitas de material maleável. O meu exemplar não foi embalado de forma devida e uma delas acabou entortando.

As pernas são curtas, mas as pontas das garras têm pintura metálica.

As pernas são presas por uma trava das asas. Mas soltando é possível liberar o movimento, que só vai para os lados, o que não é muito útil.

Esta seria a cauda do morcego, mas é preciso um pouco de boa vontade para ver desse jeito e não como uma arma.


3. Headmaster/Transformação


Na versão americana, Mindwipe tem uma ligação binária com Vorath, ex-ministro da Ciência de Nebulon (Nebulos na versão em quadrinhos), que foi expulso após um escândalo envolvendo experimentos ilegais. Ele se juntou aos Decepticons ao saber que o homem que o acusou, Galen, se aliou aos Autobots. Desde então Vorath se tornou um dos homens de confiança de Lorde Zarak, tendo um papel de grande importância sendo que ele conseguiu replicar as tecnologias dos Headmasters e dos Targetmasters para os Decepticons e criar os Pretenders.
Vorath é um cientista, enquanto Mindwipe é um místico e sendo assim esta combinação às vezes pode causar conflitos

Na versão japonesa, Vorath e Mindwipe são a mesma pessoa. Isso pode ser visto no rosto do Headmaster, pintado com o mesmo esquema de cores do robô maior, mostrando ser uma versão miniaturizada. Na versão americana o rosto não é pintado.

A transformação é bem criativa, sendo que as asas se dobram, tornando-se as pernas do robô.

HEAD ON!
Não sei se é só no meu exemplar, mas a conexão da cabeça é bem dura e difícil de tirar.


4. Modo Robô


Visão de corpo inteiro. Foi feito um esforço para manter a silhueta do original, mesmo com um esquema de transformação totalmente diferente. O visual ficou melhor, parecendo um feiticeiro das Trevas.

Close da cabeça, bem fiel ao desenho animado (The Headmasters). A escultura é muito boa, com as bochechas saltadas e o visor vermelho. A boca é entreaberta.

Assim como em outros modelos, a cabeça só gira para os lados. No meu exemplar a conexão do pescoço do Headmaster é um pouco frouxa e por isso o pescoço não fica parado no lugar e acaba inclinando para cima.

A placa peitoral, que no original se abriria para mostrar algumas das especificações técnicas (Tech Specs) do robô. Essa característica foi omitida na atualização.

Os ombros se abrem bem e até podem ir mais para cima.

Existe uma articulação giratória no antebraço.

Graças ao mecanismo de transformação, os cotovelos podem se fechar totalmente. 

As mãos são entreabertas ao invés de serem totalmente fechadas como em modelos mais antigos. Os pulsos são estáticos.

As asas do morcego se tornam as pernas, então optaram por colocar estas menores, com os mesmos detalhes e relevos. Como efeito colateral, o morcego acaba tendo quatro asas.

As asas possuem articulações em dobradiça e com o mecanismo de transformação, podem ser jogadas para trás.

A cabeça do morcego acaba indo parar nas costas. Estranhamente na versão americana ele usa essa cabeça para falar no modo animal, embora teoricamente a consciência do Mindwipe estivesse no Vorath e não no robô. Será que existe um sistema que transmite as expressões e a voz do Vorath para essa cabeça ou o Mindwipe ainda consegue falar com ela? Essa é a parte que nunca entendi na versão americana.

Apesar de não ter nada a ver com a transformação, a cintura pode ser girada completamente, dando mais possibilidades de poses.

A abertura das pernas é total.

As coxas podem ser giradas na ligação com a articulação.

As pernas têm bocas largas, lembrando um robe, o que contribui para a imagem de mago da figura.

Fechamento máximo dos joelhos.

Os tornozelos só podem ser inclinados para a frente e para trás. Ia ser bom se pudessem se mover para os lados para das mais estabilidade, embora os pés sejam grandes.



5. Acessórios



Está incluída esta pistola Viper ("Vipor" no brinquedo original), que na ficção dispararia um líquido que paralisa os neurocircuitos de quem é atingido. A arma é bem detalhada, até com o buraco do cano. E as partes vazadas são iguais em ambos os lados.

Outro acessório incluído é este, descrito apenas como um "escudo". Vamos chamar de "Fang Shield".

Na ponta existem duas lâminas e dois disparadores. Vendo assim até parece a cara de um inseto.

Na parte de dentro existe um pino que pode ser colocado em um conector do braço do robô.

Dentro do escudo existe um espaço onde o Headmaster pode se sentar. Conectando a arma, pode-se criar este... trenó de batalha?

Também pode ser usado como uma "arma inteligente". Achava que isso imitava os Targetmasters, mas na linha japonesa surgirão modelos que além dos Headmasters, vêm com figuras menores que se tornam as armas dos robôs.

As duas peças são a cauda do morcego e invertendo uma delas é possível criar este posto de artilharia... que fica em um lugar bem desfavorável já que Mindwipe não é especialmente veloz.

Está incluído este drone, o Servant.

Trata-se de uma recoloração do Butler, que vem com o Skullcruncher. As interações com o Headmaster e com o robô são as mesmas.

É só que no caso do Mindwipe ele se torna um amplificador para os poderes hipnóticos do robô. Nos quadrinhos ele é usado como se fosse um megafone.

Usando a parte que seria o cabo da arma, é possível conectar o pássaro no braço do robô como se ele estivesse empoleirado. Mas só funciona bem se visto por alguns ângulos.

Comparação com o Butler. Considerando o esquema de cores, creio que o Butler combina melhor com o Mindwipe e o Servant com o Skullcruncher.

Experimentei trocar os Headmasters no modo dinossauro e a combinação de cores ficou um pouco melhor, embora Vorath tenha um tom diferente de púrpura.

Mindwipe com todos os equipamentos.


6. Ação


A figura se move bem no modo robô.

O mesmo não pode ser dito do modo animal. Como o pescoço do morcego não se move, uma cena com ele voando fica bem esquisita.

Talvez assim, como se ele estivesse pairando no ar...

Defesa com o escudo, revidando com um jorro da pistola Viper.

O Fang Shield é uma boa arma, com várias possibilidades. As lâminas podem ser usada em combate de perto.

- Koumori Amamori Oritatande Wipe...
Traduzindo ficaria como "morcego, goteira, dobra tudo e Wipe". As palavras foram escolhidas aleatoriamente pela sonoridade e não têm nenhum significado especial.

Nas asas do morcego também existem conectores. Com isso é possível fazer algo assim, como se Vorath estivesse voando com o pássaro ao lado do Mindwipe.

Finalmente reunidos os Crazytrons! E com isso realizo um sonho antigo, visto que só podia vê-los em catálogos.

A bem da verdade eles eram um time bem equilibrado. Skullcruncher é forte e atua na água. Weirdwolf tem técnica e é bom no combate no solo. Mindwipe tem poderes especiais e voa. É só que o trabalho em equipe deixava muito a desejar.

CROSS HEAD ON!
Os modelos em teoria são intercompatíveis, mas o conector do Mindwipe é muito apertado. Deu até medo de fazer isso.

Formação que eles usaram uma vez, mas que não sei com que intento. Lembra os Músicos de Bremem.

Talvez colocando uns efeitos... Não. Ainda assim é bem estranho. E ainda fiz errado. Era para o Weirdwolf ficar por baixo e o Skullcruncher no meio.

Junto com a versão Revenge of the Fallen (mas ele mesmo não aparece no filme). Curiosamente ele também tem um dróide servo.


E esta foi a apresentação da versão Transformers Legends do Mindwipe, feita pela Takara Tomy. Mais uma vez uma boa atualização, mais articulada e com as proporções revistas. Eu mesmo tive o original, que era bem limitado e os joelhos se dobravam para o contrário, e posso dizer que ficou bem melhor. A transformação é criativa, fazendo as asas se transformarem nas pernas (embora eu fique pensando como o robô se sustenta dentro da ficção sem um esqueleto por dentro). As articulações extras que não tem nada a ver com o sistema de transformação, como os ombros e a cintura giratória são outros pontos positivos. Por outro lado, existem falhas, como as articulações dos tornozelos, que não dão muita estabilidade. Se eles pudessem se inclinar para os lados teria sido muito melhor. O controle de qualidade também tem que ser revisto, uma vez que no meu exemplar uma asa veio torta e o conector do Headmaster ficou muito apertado. E uma pena que não deram um drone de modelo diferente dos demais para o Mindwipe, que acabou ficando com um igual ao do Skullcruncher. Mas creio que a escolha foi pelo formato da arma, que lembra um megafone. E no caso do Skullcruncher, era preciso mesmo que o drone fosse um pássaro. O modo animal tem uma boa modelagem, mas em matéria de articulações deixou a desejar, embora as asas se movam bem. No total é um bom modelo, que recomendo, embora não seja o melhor da linha, para quem quer reunir os Headmaster Decepticons originais. Ou melhor, faltaria o Scorponok, que se transforma em uma base e ainda não foi anunciado. O modelo pode estar disponível no Brasil em breve, mas é preciso ter em mente que será a versão americana, que tem detalhes diferentes na pintura e não inclui o drone Servant. Nesse caso é necessário comprar em separado o Crashbash, que tem o mesmo molde ou outro que possa ser mais adequado.

4 comentários:

  1. Show de review!

    Pô que legal, um morcego robô! Até me lembrei daqueles morcegos mecânicos de Mega Man X, mas esse é bem mais complexo.
    É bem legal o visual. Essa portinhola no peito que parece uma pedra e os círculos moldados nas asas deram um ar meio mistico para ele. E ainda por cima o visual robô realmente parece um feiticeiro das trevas, um warlock hehehe. Acho que aquele efeito de chamas azuis combinaria bem com ele.

    Curti muito a cabeça de morcego! Uma pena darem essa vacilada de não ser articulada, seria legal ele poder ficar em uma pose voo mesmo.

    Com esse nome de Crazytrons não é muita surpresa que eles não trabalham muito bem em equipe hehehe! Os três empilhados parece um totem!

    Hmm, será que o Mindwipe gosta de lixas? Pior que agora a parte "wipe" no nome me faz rir hahahaha! Tudo culpa do Binbokusai...

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    1. Obrigado, Ronin!

      O brinquedo original era bem quadradão, parecendo mais um toca-fitas. Tinha até duas partes que pareciam alto-falantes. Agora ficou bem melhor e até o robô tem uma silhueta melhor. E tem quem mencionou que a portinhola se parece com um caixão ou um trono diabólico.

      Colocar as chamas azuis é uma boa ideia! Nem pensei nisso! É que o personagem no desenho é tão atrapalhado. Mas pode ser bom para redefinir o caráter dele.

      Apesar de ter um estômago de metal (literalmente) acho que ele não consegue repetir o feito do Bimbokusai. E não sei por que, mas sinto que o Mindwipe também tem "mania de pobre".

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  2. Nobre Usys!

    Sempre viajo na introdução dos reviews! É nessas horas que deixo de ser um leigo de um determinado assunto - e descubro o quão profundas podem ser as tramas que julgamos "simples" sem antes conhecer, como era o caso de Transformers. Só vi um ou outro episódio da versão americana antiga, além dos filmes do cinema, então não imaginava que as histórias eram tantas!
    Fora que eu também não sabia dos quadrinhos!

    Muito bom ver a evolução das fabricantes no que diz respeito à modelagem. É visível o quanto mudaram as figuras de um tempo pra cá! Sem contar com a engenharia que pensou em todas essas dobradiças aí!

    A parte da ação, como sempre, é uma de minhas favoritas! Essa coleção de Transformers deve ser muito maneira. Ao passar pelas lojas de brinquedos, vejo que nem são tão caras, mas é uma infinidade e é muito difícil eu conhecer um ou outro personagem! E que venham mais reviews e figuras como essa! Até mais!

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    1. Obrigado, Adelmo!

      Faço o possível para apresentar também o personagem e a obra para criar um contexto... embora acabe jogando tudo para o alto no final algumas vezes. Eu conhecia o Mindwipe do brinquedo que tive e de revistas em quadrinhos. E ainda consegui ver o último capitulo da versão japonesa em uma fita daquelas locadoras especializadas para a colônia japonesa. Queria ver o Kamen Rider Black e tinha esse desenho junto na mesma fita.

      Pensar que antes os Transformers eram bem mais baratos. Um Legends (o menor tamanho) agora custa o mesmo que um Deluxe (tamanho médio) custava antigamente. Na época consegui juntar dois times de combinadores, mas agora ficou bem mais difícil.

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