sábado, 5 de fevereiro de 2022

Os Méritos de Smile Precure!

Saudações.

Hoje fazem dez anos da estreia de Smile Precure! no Japão. Essa foi a série que me trouxe à franquia e falei bastante dela por todo esse tempo, mas senti a necessidade de apontar seus méritos como fiz com outras.


Obs.: contém revelações sobre os rumos da trama.

Veja também:



Para isso resolvi rever mais uma vez para tentar pegar os pontos que não abordei nas outras matérias. E nisso comprovei que aquilo que Reika aprendeu com Miyuki no episódio 16 era verdade: ver a mesma história várias vezes permite descobrir novas coisas e outros jeitos de apreciar.

É verdade que existem algumas inconsistências, furos de roteiro e conceitos que foram abandonados, como o fato delas só poderem usar os golpes especiais uma vez, pois gasta toda a energia, e de repente, sem explicação, passarem a disparar continuadamente. Mas ainda assim, o desenho consegue ser uma boa diversão com várias mensagens.


Diversão Acessível

Smile Precure! tem um clima alegre, com tom predominantemente de comédia. As personagens têm características próprias e é fácil de entender como cada uma delas é só de ver por uns poucos instantes. Mesmo porque isso é mostrado logo na abertura com cenas bem curtinhas, tanto com as meninas no cotidiano como quando estão transformadas para enfrentar os vilões.

Aqui já dá para ver que Miyuki é sonhadora e gosta de contos de fada.

As piadas também são altamente fáceis de entender, sem a necessidade de pensar muito, com caretas e trapalhadas, sendo que a mais frequente é com Miyuki levando alguma coisa na cara. Exatamente como foi estipulado pelo produtor Atsutoshi Umezawa para as séries sob sua gestão. Mas ainda assim havia instruções do diretor Takashi Otsuka de não haver exageros, como abuso da "gota de suor", que deveria ser colocada só quando houvesse instruções específicas.

Nesta cena, por exemplo, não tem a famigerada "gota de suor".
Acabei colocando ao fazer uma versão desse episódio.

Igualmente fáceis de entender são os vilões, que representam as dificuldades que enfrentamos, os "nãos" que temos que ouvir. E ver as Cures superando-os é altamente catártico e satisfatório. Essa parte também é simples, com uma luta entre as heroínas com os caras maus, sem intrigas, tramas paralelas ou algum "terceiro lado" planejando derrubar ambos. Mas apesar de suas maldades, os vilões têm um lado cômico e simpático (com exceção do Joker). E até se permitem fazer uma pequena competição em brincadeiras no antológico episódio dos jogos.


Um elemento interessante de Smile! é que com algumas exceções, as histórias podem ser vistas em quase qualquer ordem e de forma independente. Os únicos elementos que dão alguma continuidade são os Cure Decors e o relógio medidor que marca o quanto de Energia Negativa foi coletada. Isso permite começar a série em qualquer momento e só então ver os episódios anteriores caso agrade. Tudo é altamente auto-explicativo. E as situações são bem divertidas com as meninas entrando nas maiores confusões.

Esse tipo de estrutura lembra as séries da Era Showa, que terminou no fim dos anos 1980, em que as histórias eram independentes, fechadas, sem seguir uma cronologia e com tudo voltando ao status quo no próximo episódio, às vezes como se nada tivesse acontecido.

Ou seja, é uma obra altamente acessível, sem a necessidade de qualquer tipo de iniciação. Algo para se ver de mente e coração abertos. E Smile! tem elementos de várias outras séries Precure, tanto as anteriores quanto as vindouras, se tornando um bom introdutório.


Ultra Happy

O clima é de comédia, mas nem tudo são rosas. Shoji Yonemura, o Compositor de Série, comentou em uma entrevista que uma pessoa só pode falar de Felicidade após encarar as trevas de seu coração. É o que vemos bastante na série.

Miyuki no começo parece uma "boba alegre", sempre ativa, animada, com um sorriso no rosto e o lema de "Smile! Smile!" (Sorriso! Sorriso!). Mas no final do seriado é revelado que ela era tímida quando criança e por isso não conseguia fazer amigos. Só depois de se encontrar com uma entidade misteriosa ela aprendeu a importância do sorriso.

No decorrer do seriado, Miyuki demonstrou várias vezes esse lado fraco, como no episódio do Dia das Mães, ao ter o presente que ela fez menosprezado por Wolflun e se desanimando com isso. E logo no primeiro episódio é mostrado que ela na verdade é tímida, quando se enrola ao fazer a auto-apresentação para a classe. Só depois de animada por suas amigas ela se solta e assume a personalidade alegre de sempre.

Ou seja, o "Sorriso! Sorriso!" de Miyuki foi algo que ela teve que conquistar, superando seus medos internos, sua negatividade. Com isso se confirma a proposta de Yonemura.

"Eu não vou chorar só por causa disso. Senão a Felicidade foge. Sorriso! Sorriso!"
Sorrindo mesmo diante de um aperto.

Yayoi também carrega uma ferida no coração por ter perdido seu pai quando era pequena e sentir que está se esquecendo dele. Mas consegue recuperar as memórias desta hora e perceber o amor que ele tinha tanto por sua filha quanto por sua esposa.

Ela ainda enfrenta derrota e humilhação em seu primeiro episódio próprio em um concurso de desenho, tendo seu trabalho menosprezado. E quando vai participar de um concurso de mangá em uma revista, acaba cometendo erros e quase desanimando enquanto tem de correr contra o tempo. E ainda tem seu trabalho ridicularizado por Akaohni em uma luta decisiva. Porém ela consegue forças para perseverar ao perceber o propósito de seu mangá e consegue terminá-lo a tempo. Ainda assim é mostrado que ela tem muito o que aprender para ser profissional.


Apesar do título, as meninas choram. E bastante, a ponto de seus rostos ficarem distorcidos até com o nariz escorrendo. Como no episódio da corrida de revezamento em que elas acabam perdendo apesar de terem treinado muito. Só que apesar de terem perdido a corrida, elas já haviam vencido só por terem superado vários problemas e medos e até a descrença de seus colegas de classe, derrotistas, que nem tentaram fazer alguma coisa.

E elas choram especialmente nos episódios finais em que enfrentam a possibilidade de ter de se despedir de Candy para sempre para poderem salvar o mundo. Mas elas provam que é só superando a tristeza e com esforço próprio que elas conseguem conquistar a felicidade, o Ultra Happy.


Nessa hora fica também uma mensagem que é dita logo no começo do desenho: "Na hora de se despedir, sorria". Só depois pode se acabar nas lágrimas.


Decidindo por si mesmas

De acordo com o diretor Takashi Otsuka, outra premissa de Smile! era de que cada pessoa deve tomar suas decisões por vontade própria.

É o que ocorre, por exemplo, quando as meninas enfrentam o Joker pela primeira vez em Märchenland e são derrotadas, ao tentar resgatar Candy, que foi raptada. É nessa parte que elas percebem que ser Precure não é uma brincadeira e sim algo perigoso, em que se aposta a própria vida. Que existem inimigos poderosos e medonhos como o Joker e que Pierrot pode ser ainda pior.

Candy é uma amiga, mas cada uma delas também tem algo precioso, um ente querido no mundo dos humanos. Por isso elas não conseguem decidir ir salvá-la logo de cara. Ao invés, elas vão cada uma para um canto, separadas para pensarem sozinhas sobre o que querem fazer. Sobre o que é mais importante.


Assim é mostrado que elas não são "Super Heróis" com nervos de aço. Nenhuma delas tem algum tipo de predestinação e nem são a reencarnação de alguma princesa ou divindade e sendo assim não são tomadas por alguma lembrança ou uma personalidade de outra vida conveniente que venha decidir por elas. São meninas comuns que acabaram ganhando superpoderes, uma das grandes premissas das séries Precure.

Só depois que tomam sua decisão, pensando por si mesmas e sendo o que são, é que demonstram grande determinação para alcançar seus objetivos. 


E isso é reforçado no episódio em que elas são presas na "Esfera da Preguiça", em uma outra dimensão criada por Joker. Um mundo ilusório em que elas podem sair para comer e se divertir em um parque de diversões sem se preocupar com estudos, atividades de clube ou o que fosse. Mas ao mesmo tempo, elas perdiam o interesse pelas coisas que gostavam como o vôlei, o futebol e o mangá. Era roubado o que elas tinham de mais importante, o Ikigai, a razão de viver. Algo que apesar de trazer frustrações às vezes é o que dá sentido às suas vidas. 

A cena em que elas percebem isso e se recuperam vendo o esforço de Miyuki é comovente, recapitulando tudo o que elas vivenciaram juntas até então. Elas não negam que é preciso descansar às vezes, mas também que ficar assim para sempre não leva a nada. A interpretação das atrizes nessa hora, especialmente de Misato Fukuen, é impecável.

Determinação, mesmo se todos os ossos do corpo forem quebrados.


Ninguém é Perfeito

Um outro ponto que me chamou a atenção é que nenhuma personagem é totalmente autossuficiente. Todas elas têm suas qualidades, como também seus defeitos.

Mesmo Reika, que está sempre salvando suas colegas de apertos, na verdade tem seu lado frágil. Ela pensa demais com a cabeça e não com o coração, sendo vulnerável a ataques psicológicos usando lógica perversa.

Tanto que uma vez, questionada sobre o porquê de estudar tanto, não consegue responder por nunca ter pensado nisso e resolve parar com tudo até encontrar uma resposta. E fica perplexa após conseguir uma "liberdade" repentina. Mesmo assim, Reika conta com a ajuda de suas amigas que lhe ensinam várias coisas sobre a vida. O porquê delas fazerem o que fazem, dando-lhe novas perspectivas para encontrar o que ela mais procura: seu Caminho.


Ou seja, a força delas está em sua união, na soma de todas as partes. Todas, inclusive Candy, têm importância no time. Uma pode fazer o que a outra não consegue, suprindo uma deficiência que a outra tem e vendo o que a amiga não enxerga, lhe dando outro ponto de vista.

Isso permite realizar projetos, como elas fizeram por várias vezes, seja montando um teatrinho da Branca de Neve em uma escola primária ou para que Akane fosse se despedir de Brian no aeroporto. Cada uma dava uma contribuição à sua maneira. Não há sobra e nem falta e talvez por isso tenha se decidido não colocar uma "nova guerreira" como em outras séries.


Ainda assim, quando uma delas deseja realizar um projeto sozinha, só com seu próprio esforço, é respeitada essa decisão, mostrando que "amizade também é apenas observar". Porém sem abandonar. E uma também se permite competir com a outra, de forma saudável, se fortalecendo com isso.


Uma Estrutura Confusa?

A estrutura de Smile Precure! pode confundir alguns espectadores, por ter tantos episódios aleatórios e intercalando os dramáticos que fazem a trama principal avançar. Uma hora elas estão indo a festivais de verão, visitando a avó no interior ou participando de um filme de samurai. Ou então encontram algum item estranho que faz com que elas fiquem invisíveis, troquem de corpo uma com a outra ou virem crianças. 

E de repente surge um evento urgente em que Candy é raptada ou ocorre um ataque em larga escala do Reino do Final Infeliz que destrói a cidade e mergulha o mundo na inércia, mudando totalmente o clima do desenho e tirando o espaço para piadas.

Em um episódio, Cure Happy transformada em um robô gigante e precisando ser tripulada.
Essa situação é insólita e bem rara (além de muito engraçada).
Em outro episódio, a destruição iminente do mundo.
Sim, é o mesmo desenho.

Tive que ver uma outra série para poder entender melhor essa estrutura: Gintama. Essa obra também retratava os personagens vivendo situações insólitas, loucas e muito engraçadas, mas de repente surgia algum grande evento que os fazia lutar a sério para poderem proteger seu cotidiano. Percebi isso ao ver uma cena do episódio 303.

Nessa eu entendi que os episódios de comédia e cotidiano eram para que simpatizássemos com os personagens. E tenhamos vontade de torcer por eles para que resolvam o conflito e voltem às suas vidas normais.

- Se superarmos esta, podemos voltar àqueles dias...
Cena de Gintama. Só que as Smile não são tão malucas... eu acho.

Um dos propósitos de Smile Precure! era o de animar as crianças depois do Grande Terremoto que ocorreu no ano anterior. Esse tipo de desastre acontece sem aviso e põe o nosso cotidiano de cabeça para baixo. Exatamente como descrito acima e por isso acredito que houve um sentido em estruturar a série desse jeito. Para que as crianças não percam o ânimo e continuem vivendo, criando em um futuro melhor.

Mas deixo claro que esta é apenas minha visão e interpretação. Não há materiais que digam que foi essa a intenção da equipe.

E ainda, Gintama não tem esse tipo de intenção... creio eu.


Novos Talentos

Smile! também ajudou a revelar novos talentos para o mercado de Anime.

Uma delas é Asami Tano, a Akane/Cure Sunny, cuja carreira tanto como dubladora como quanto cantora agora está indo de vento em popa. Trabalhar por um ano cultivando sua personagem e desenvolvendo suas habilidades fez um tremendo bem para ela. Eu voltaria a encontrá-la em Zombieland Saga como a Saki/Zombie Nº 2, que ela fez com bastante desenvoltura e abusando dos vocais.

Akane, de Smile Precure!.
Saki, de Zombieland Saga.
Desde então chamo isso de "Sorriso Asami Tano".

Outro grande talento é Hiroshi Miyamoto, diretor de animação em computação gráfica que fez uma grande revolução nas danças de encerramento, com modelos e cenários que transmitiam vivacidade e não deviam nada para a animação convencional. Ele também trabalharia em Happiness Charge!, e foi recomendado para o produtor Takashi Washio para dirigir um curta em CG no especial de cinema de Go! Princess. E mais tarde Miyamoto ficou encarregado do filme comemorativo de 15 anos de Precure, reunindo todas as heroínas, criando uma obra que mescla com harmonia a animação convencional e a computação gráfica, técnica que desenvolveu em Precure Dream Stars!.

CG com expressividade. E que não deve nada para animação convencional.


Uma Força Cintilante

Algo que não se pode evitar é falar da adaptação americana, Glitter FORCE. A qualidade da tradução e da dublagem brasileira, a decisão de se cortar episódios e de se mudar conceitos é questionável. Porém é fato que houve muitas pessoas que conheceram as séries Precure a partir de Glitter FORCE.


Talvez a intenção fosse fazer algo como Power Rangers ou Transformers. Mas nos tempos atuais em que a informação está a mão é bem mais difícil, pois qualquer um pode vasculhar a internet para descobrir os originais e ver como era antes da adaptação. Os métodos antigos como americanizar nomes e alterar falas poderiam ter funcionado na época de Sailor Moon ou Guerreiras Mágicas de Rayearth, mas agora não fazem mais efeito ou mesmo sentido. Embora ainda existam algumas barreiras, o ocidente e o oriente já não estão mais tão isolados quanto antigamente.

E ainda, não havia o vácuo que existia na época de Power Rangers. Quando essa série estreou nos Estados Unidos, eram escassas as produções em live-action de super-heróis e com isso a franquia conseguiu se estabelecer. Já quando Glitter FORCE foi ao ar, o mercado de desenhos animados voltados para meninas já se encontrava saturado, com fãs cativos. Portanto, sem espaço para poder entrar e competir.

Mesmo assim, é fato que várias pessoas conheceram as séries Precure através de Glitter FORCE e têm apreço a ela. Aqui vemos outro mérito que foi o de atrair público ocidental, que não era tão familiarizado com Anime. Mais uma prova da acessibilidade da série.


Porta de Entrada

Como dito no começo da matéria, Smile! é um bom introdutório para as séries Precure, pois tem vários elementos de séries anteriores, inclusive reutilizando temas de alguns episódios, embora com um desenvolvimento diferente.

E ainda aborda vários assuntos que seriam desenvolvidos em séries posteriores. Um exemplo é o "Gostar", de como às vezes pode ser difícil, com a Yayoi em relação ao desenho. Isso aparece em Kira Kira☆Precure A La Mode com as meninas desenvolvendo as técnicas de confeitaria e em Healin' Good Precure, com Chiyu e o salto em altura e o trabalho na pousada. Nessas duas séries é visto também sobre o Omotenashi, a arte de fazer os clientes contentes. Em Smile! isso é demonstrado por Akane em sua posição em relação ao Okonomiyaki, já que ela gosta de alegrar as pessoas.

Os laços familiares, representados por Nao, são retomados por Elena em Star☆Twinkle Precure. Nessa série também é desenvolvido o tema do Sorriso, dando mais uma perspectiva. E Madoka enfrenta o mesmo problema de Reika, embora em condições diferentes e dando sua própria resposta. A resiliência de Yayoi em relação ao trabalho de criação depois de uma frustração foi visto em Yes! Precure 5 com Komachi e recentemente em Tropical-Rouge! Precure com Minori. 

E Smile! é lembrada como a série que serviu de porta de entrada para novos fãs, de várias faixas etárias incluindo adultos e crianças. Alguns deles ficaram só nessa série enquanto outros continuaram. Mesmo assim permitiu que muita gente conhecesse Precure, de uma forma ou de outra.

Eu mesmo já estou nisso há dez anos e não pretendo parar. Ao menos não tão cedo.



Em tempo, esta matéria deveria ter ficado pronta há duas semanas. Só que mais uma vez, cansei no meio do caminho, desanimei, fiquei me perguntando por que fazer isso e pensei em desistir. Mas vi o episódio 32 que me fez tomar vergonha na cara e ir até o fim. Obrigado, Miyuki!

6 comentários:

  1. Escritora e é assim mesmo: desanimar acontece e pode nos questionar se vale a pena investir tempo com o que gostamos. Ainda bem que as garotas de "Smile Precure" te deram uma chacoalhada e nos presentear com esta matéria da série.
    É uma temporada que está na minha lista pra ver, já que me aventurei em Fresh, Suite e Go Princess, sendo a última excelente, a primeira muito boa a do meio, bem... tirando a Cure Muse, que quase me fez desistir de ver, é também muito boa.
    "Smile Precure", pelo que pude ler, tem elementos de outros animes mahou shoujo que focam em mostrar a rotina das personagens, com a trama central no meio. O principal é por ter características com "Yes! Pretty Cure 5" em suas duas temporadas, que vai de termos cinco integrantes com visuais mais uniformizados, com certa personalidade própria de cada uma e a maneira que cada uma delas é tratada; fora que lembrei de "Shugo Chara" (anime que merecia ser mais reconhecido no meio mahou shoujo) e "Ojamajo Doremi" (legenda PT-BR finalizada e com um final muito emocionante por sinal) que tem certas similaridades no desenrolar. Quando puder assistir, dou minhas considerações como foi. E como diria a Cure Happy: Smile! Smile! Agora que tô reparando nesta frase dela... já não ouvimos algo assim lá em "Ultraman Trigger"? Coincidências?

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    1. Obrigado, Escritora!

      Estava quase desistindo. Daí vi o episódio 32 e chorei. Porque eram as palavras que eu precisava ouvir. Ainda mais com a interpretação da Misato Fukuen.

      Go Princess é uma das melhores séries, com uma direção excepcional. O diretor realmente sabe o que está fazendo e consegue aproveitar o máximo da equipe. Em Fresh eu chorei várias vezes, inclusive no filme. Suite no começo me incomodava pelas brigas da Hibiki com a Kanade, mas depois de entender o que era, passei a gostar. A Ako é meio chatinha, mas eu perdoo pelo Mephisto.

      Em Smile a guinada é meio repentina. Tem um monte de episódios de comédia e quando menos se espera vem um dramático. De certa forma é como Gintama mesmo. Pelo menos foi o que eu senti.

      Pior mesmo é saber que aqui na Casa o Tiga faz time com a Miyuki já faz alguns anos. Dá para ver um pouco no link de fotoestórias. Na verdade tem umas coincidências em Trigger que me deixaram com medo...

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  2. Caramba, Smile Precure já tem dez anos! É nessas horas que a gente realmente se sente velho hehehehehe!

    Reassistir as séries é sempre uma boa para catar novos detalhes e rever conceitos, já que a gente assiste sem os nervos da expectativa, dessa vez já sabendo o que vai acontecer, então prestando bastante atenção em como acontece.

    Smile Precure parece ser bem convidativo com esse formato fácil de entender, isso é ótimo pra dar uma aliviada na mente quando se está acompanhando coisas mais complexas. E interessante que tem esse formato de episódios mais fechados, podendo ser assisto com episódios aleatórios.

    É mesmo, a Myuki é adepta do "Smile! Smile!" como o Kengo Manaka de Ultraman Trigger! Fui até ver se tinha alguma fanart dos dois juntos, mas não achei nenhuma. Seria bem legal hehehe! E é surpreendente como a Akane e a Saki realmente tem um sorriso parecido, vai ver se inspiraram na própria Asami Tano pra fazer os desenhos!

    Smile Precure parece ser bem emocionante, e cheio de mensagens interessantes. Isso das garotas não serem "as escolhidas" é algo que muitas obras poderiam aprender pra manter o pé no chão.
    Ao ler sobre a estrutura logo lembrei de Gintama, que também vai nessa onda caótica que acaba assustando os menos preparados, mas com o tempo a gente percebe que tudo isso faz parte de um plano hehehe. Smile tá na minha lista há um tempo, só que Precure A La Mode acabou passando na frente hehehe. Mas ainda vou assistir!

    E como é legal ver essa última foto com as figuras das garotas reunidas! Bons tempos quando a Bandai lançava as coleções completas! Será que a Bandai abandonou de vez as Figuarts de Precure? Eu queria muito ver Figuarts da Yuni e da Laura. Sinto falta de ver as Figuarts de Precure no DCV...

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    1. Obrigado, Ronin!

      Pois é. Isso significa que estou neste ramo há dez anos. Como o tempo voa!

      Smile! é bem leve, dá para ver sem tanto compromisso (se for os episódios de cotidiano). E também rende umas boas risadas, com algumas exceções. E quando a Sacchan falou aquilo, percebi por que não estava achando estranho Gintama ser daquele jeito. Porque eu já conhecia. Ah, e Daisuke Sakaguchi está presente em Smile!. No episódio do filme de samurai mostra claramente que ele sempre vai ser o Pattsuan.

      É claro que aqui o Kengo vai se encontrar com a Miyuki. Já estou pensando em alguma coisa, mas preciso que a figura do Trigger chegue aqui primeiro. Ainda estou esperando. Munehisa Sakai, o diretor de Zombieland Saga, também trabalhou em Smile! e já conhecia o trabalho da Asami Tano e por isso acho que fez uma personagem sob medida para ela.

      Outras séries que acho legal em que as meninas não eram escolhidas eram Rayearth e Corrector Yui. Com isso dá aquilo delas terem de desbravar seus destinos com suas próprias mãos. Pessoalmente prefiro assim, para mostrar que quem está lutando não é uma encarnação anterior, mas sim as próprias meninas, como elas são e por vontade própria.

      Tenho achado estranho a Bandai não lançar figuras de Precure. Não tem nem para máquinas de prêmios ou mesmo as Figuarts Mini. Só brinquedos para crianças pequenas mesmo. Elas tinham uma boa saída, então não sei o que pode ter acontecido...

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  3. Olá!
    Dez anos de Smile! Precure? Como o tempo voa. Os pontos levantados destacaram exatamente o que a obra busca expressar. Vemos a Miyuki e as meninas em momentos alegres e descontraídos, e vemos elas em situações de fragilidade seja no cotidiano ou nas lutas. Mostrar que elas são humanas como nós, deixando isto o mais próximo do real. Com relação as inconsistências no roteiro, estas são normais. Há pessoas por todos os lados que vão tecer críticas desmedidas, sem entender que uma franquia é um "organismo vivo" que se transforma ao longo do tempo.
    Smile! Precure tem um lugar especial em meu coração. Lembro desta ser a primeira série da franquia a acompanhar simultaneamente com a transmissão no Japão. Nesta época já tinha visto Heartcatch e Suite, só que desta vez tratava de assuntos sensíveis de modo diferenciado, como é o caso das memórias da Yayoi pelo falecido pai, o amor e a dedicação da Nao pelos irmãozinhos ou até mesmo a descoberta dos verdadeiros sentimentos da Akane pelo Brian. Todas as histórias das personagens, sem exceção, são emocionantes. E mesmo que os anos estejam se passando, elas ainda estão em um lugar especial em nossos corações. Portanto são eternas. Parabéns pela matéria comemorativa! 

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    1. Obrigado, Melissa!

      E pensar que já se passaram dez anos... Nem parece. A sensação é que foi há uns cinco. Embora tenhamos visto muitas séries legais nesse meio tempo.

      Um bom ponto a ser levantado, de ser algo vivo. Que está em constante mudança e evolução. Abordando temas diferentes em cada série ou vendo por outro ângulo. O estilo de narrativa também é diferente em cada uma. E acho que é essa liberdade de criação que permitiu essa longevidade.

      E cada uma delas nos marcou com personagens e histórias memoráveis. Foi graças a Smile! que pude ver um mundo novo, embora com elementos que remetiam a outros que vi e gostei como Sailor Moon, Madoka Magica, Galaxy Angel e Corrector Yui. Também deu para conhecer gente boa como você. Ou seja, pessoalmente também essa série tem muitos méritos.

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Peço que os comentários sejam apenas sobre assuntos abordados na matéria. Agradeço desde já.

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